Quanto maior a qualidade dos empréstimos, menor o risco de inadimplência, diz Serasa
Após duas quedas trimestrais seguidas, a qualidade do crédito do consumidor melhorou e diminui o risco de calote das famílias nos últimos três meses de 2011. O resultado foi puxado pelos consumidores da baixa renda, informou nesta sexta-feira (27) a Serasa Experian.
No último trimestre do ano passado, o indicador de qualidade do crédito chegou a 80,2. De acordo com a entidade, quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito.
Contribuíram para o risco menor de inadimplência o ritmo menor da inflação, a queda dos juros, a manutenção da taxa de desemprego em baixa e o menor crescimento do endividamento, de acordo com os economistas da Serasa.
A baixa renda puxou o resultado do 4º trimestre. Entre os brasileiros que ganham até R$ 500 ao mês, o indicador passou de 75,8 para 75,9 pontos e para os consumidores que recebm de R$ 500 por mês a R$ 1.000 por mês, houve crescimento de 79,2 para 79,3 pontos.
Já as camadas intermediárias de renda tiveram estabilidade ou queda na qualidade de crédito do consumidor.
A Serasa destaca também que a qualidade do crédito melhorou entre os que ganham mais de R$ 10 mil por mês. O indicador de risco de calote passou de 93,6 para 93,8 pontos.
Embora a baixa renda tenha influenciado o resultado, os brasileiros com salário menor ainda têm a pior qualidade de crédito e, portanto, oferecem maior risco de calote. Por outro lado, a classe que ganha mais de R$ 10 mil mensais tem o melhor indicador.
A Serasa conclui que "a qualidade de crédito do consumidor é positivamente correlacionada com a sua renda".
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